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Ophélia

Livros. Filmes. Música. Poemas.

Ophélia

Livros. Filmes. Música. Poemas.


Publicado por Patrícia Caneira

30.09.20

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Andava em busca da maravilhosa Jane Austen há algum tempo. Sempre que entrava numa Bertrand ou numa Fnac lá ia eu procurar o Orgulho e Preconceito mas por essas mesmas razões, orgulho e preconceito, acabava por nunca trazer o livro comigo: ou a capa não era a que tinha idealizado, ou a edição era em inglês ou até mesmo o preço me incomodava.

Contrariamente ao que costumo fazer, antes de ler a obra já tinha visto o filme, que rapidamente se tornou num dos meus favoritos, já que adoro filmes de época e porque a história de uma jovem rapariga que no início do século XIX se recusa a casar e se apresenta como revolucionária e independente me conquistou de imediato.

Se os seus sentimentos são iguais aos que tinha em abril passado, diga-me de uma vez. As minhas afeições e desejos estão inalterados, mas uma palavra sua silenciar-me-á isto para sempre.

A história deste clássico foca-se na família Bennet, composta pelo Sr. Bennet, a mulher e as suas cinco filhas: Jane, a mais velha e mais bonita, Elizabeth, a determinada, Mary, obcecada pelas suas leituras, Kitty e Lydia, as mais novas da família, dotadas de uma grande despreocupação e sentido de humor. 

Tudo gira em torno da importância do casamento perante a sociedade, já que para viverem uma vida estável, todas as filhas deveriam casar com um homem de grande fortuna. A aventura começa quando o encantador Mr. Bingley dá um baile em Netherfield, em Inglaterra, onde se faz acompanhar por Mr. Darcy, um homem frio e de poucas palavras. Quando o primeiro vê em Jane a sua grande paixão, o segundo, sem o expressar claramente, fica encantado por Elizabeth, que na minha opinião é o sumo de toda esta história. 

Jane Austen fez um trabalho brilhante com esta obra (e seguramente com outras, embora este tenha sido o único livro que li da autora até ao momento), não só através da irreverência com que coloca como personagem central, uma mulher que procura mais do que um marido, uma vida culta e um futuro para si mesma, num romance escrito em 1797 mas também pela construção e evolução que cada personagem, mesmo as mais discretas, têm ao longo destas 280 páginas. 

A adaptação cinematográfica é uma das minhas preferidas como disse e felizmente a obra não ficou nada atrás. Aliás, despertou-me a curiosidade não só para ler outros livros da escritora mas também para ler algumas obras relacionadas com Orgulho e Preconceito, como é o caso de A Independência de Uma Mulher de Colleen McCullough, que conta a história de Mary Bennet, a irmã do meio cujo futuro fica em aberto na obra de Jane Austen.

E vocês já leram algum destes livros? O que acharam? 

Orgulho e Preconceito
Jane Austen
280 páginas
★★★★☆


Publicado por Patrícia Caneira

18.09.20

Hoje não vos trago um livro mas sim uma revista, afinal, o mais importante é ler. Como já disse algumas vezes por aqui sou formada em Jornalismo e por isso este universo tem um cantinho especial no meu coração. A primeira edição da DØT Magazine surgiu o ano passado e quando a Joana, que criou este projeto me convidou a fazer parte da segunda edição, a resposta só podia ser positiva. E assim foi.

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Mas não é só por fazer parte da equipa que vos quero falar da DØT. Falo dela porque esta é uma revista recente no panorama nacional, é jornalismo independente feito por uma equipa jovem que quer dar palco à música portuguesa.

A revista, que é vegan em toda a sua produção, impressa em papel 100% reciclado e biodegradável, reúne cinco entrevistas a artistas nacionais sobre música (óbvio) e sobre liberdade, o tema desta edição que se inspirou na música de Sérgio Godinho.

Na capa está Tomás Adrião, lá dentro Golden Slumbers, Fado Bicha, Zanibar Aliens e Lena D'Água. Toda a revista é escrita à mão pela Joana, que tem também o dom de todas as fotografias que lá encontram. 

Depois de sair da gaveta a 16 de setembro, a DØT Magazine está disponível em Lisboa, na Chasing Rabbits Record Store ou online em www.itsdotmagazine.com, pelo valor de €4,50 mais portes de envio. 

Esta é uma boa opção para quem gosta de ler, para quem gosta de música e para quem gosta de projetos inovadores, no fundo, para toda a gente. 

 
 
 


Publicado por Patrícia Caneira

09.09.20

Pois é, estou de volta! Agosto foi um mês dedicado ao descanso, mais longe das redes sociais e mais perto da família. Descansei, apanhei sol, lavei a alma e agora estou de volta para me dedicar de corpo e alma a motivos académicos. Numa das redes sociais do lado até já coloquei o aviso de que vou hibernar até março, pode ser que assim os amigos desculpem as minhas ausências nos próximos cafés. Mas por aqui, vou cumprir o objetivo de pelo menos vos contar o que anda na minha mesa de cabeceira.

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No entanto, apesar do descanso tenho tentado manter o meu ritmo de leituras. Em agosto terminei o Orgulho e Perconceito de Jane Austen, que deu origem a um dos meus filmes favoritos e do qual vos falarei num post próximo. Agora abri portas a João Tordo e ao seu A Mulher que Correu Atrás do Vento e meu deus, ainda agora comecei e já estou rendida, a genialidade com que o autor relaciona personagens em tempos e vidas diferentes faz com que seja difícil colocar a leitura em pausa. 

E vocês, quais foram as grandes leituras deste verão?


Publicado por Patrícia Caneira

06.08.20

864FA288-D6EA-4685-97CB-70CD73FBDE2E-69E6E917-BE2DA primeira vez que li Paulo Coelho tinha 16 anos e foi-me lançado um desafio na aula de Português, tínhamos de escolher um livro especial para apresentar a toda a turma. Chegou-me em formato livro de bolso o Veronika Decide Morrer que rapidamente se tornou um dos meus livros favoritos e moldou também o meu gosto pela leitura. 

Muitos anos depois, o desejo de ler novamente algo de Paulo Coelho foi crescendo, o objetivo era ler O Alquimista mas numa feira de antiguidades surgiu a oportunidade de comprar livros em segunda mão e não hesitei quando encontrei o Onze Minutos em ótimo estado e a ótimo preço.

O pecado original não foi a maçã que Eva comeu, foi achar que Adão precisava de partilhar exatamente o que ela havia experimentado. Eva tinha medo de seguir o seu caminho sem a ajuda de ninguém, então quis partilhar o que sentia. Certas coisas não se partilham.

Esta obra conta a história de Maria, uma rapariga natural do Brasil, dotada de uma beleza marcante, que sonha com uma vida melhor. Depois de várias desilusões com o amor, Maria é levada para a Suíça para trabalhar numa bôite, como prostituta. Onze Minutos não explora apenas o sexo e a sexualidade mas sim o amor-próprio, a descoberta do corpo, da alma, da dor, do sofrimento e até mesmo do amor. 

Comparando com o primeiro livro que li de Paulo Coelho, não posso dizer que esta é uma obra incrível mas considero-a uma obra leve e que relata um tema interessante que não aparece nas estantes muitas vezes. Uma outra vantagem de ler Paulo Coelho é que a escrita do autor é acessivel e envolvente, a ação vai-se desenrolando sem grandes fogos de artifício, com o objetivo de que todos os que se interessam por histórias a possam compreender. 

E vocês já leram Paulo Coelho? Qual a vossa obra favorita do autor?

Onze Minutos
Paulo Coelho
288 páginas
★★★☆☆

 


Publicado por Patrícia Caneira

20.07.20

0542876C-2D79-45CB-B672-EA834090963A.JPGAssim que comecei a ser uma leitora mais assídua que muitas vezes ouvi e li "quem gosta de livros e de escrever não pode morrer sem ler Vargas LLosa". Como não sabemos nada desta vida nem deste mundo não quis dar chance de acontecer algum percalço pelo caminho e não chegar a tempo de ler o autor. Foi assim que numa boa promoção me chegou cá a casa Travessuras da Menina Má. No entanto, esta não foi uma leitura linear, confesso.

Para começar cometi a grande asneira de comprar o formato livro de bolso e isso  dificultou-me bastante a vida, já que as 384 páginas em letras pequeninas me desmotivaram. Depois, comecei a ler a obra e percebi que me exigia alguma concentração, não que a escrita de Vargas LLosa seja algo impossível mas porque a contextualização histórica e todo o enlace pedem-nos foco máximo. 

Posto isto, demorei algum tempo a chegar a meio do livro mas assim que lá cheguei a segunda metade foi lida numa só manhã. Travessuras da Menina Má conta a história de um amor de uma vida inteira onde Ricardito se apaixona em miúdo pela menina má e mais tarde, a viver o seu sonho em Paris, reencontra-a novamente, o que muda a sua vida para sempre.

Ao longo da obra a menina má muda de país, de figura e até de nome e vão-se dando encontros com Ricardito,ou o menino bom como ela lhe chama, muitas vezes casuais e outras nem por isso. Em suma, o romance de Mario Vargas Llosa conta uma história de vida e de amor, onde o amor não é suficiente principalmente quando quem ama são opostos que buscam coisas completamente diferentes. De um lado, a menina má que encarna a ambição, o poder e a riqueza e do outro, o menino bom, que só ambiciona viver em Paris modestamente e desfrutar de um café numa esplanada.

- Tens ciúmes? Disse-lhe que sim, muitos. E que estava tão bonita que venderia a minha alma ao diabo, o que quer que fosse, só para fazer amor com ela ou, sequer, beijá-la. Peguei-lhe na mão e beijei-a.

Não desvendando mais, porque este é um livro que realmente todos os amantes de leituras e escrita devem ler antes de morrer, apelo a que não tenham medo de se aventurar em obras mais complexas nem de demorar o vosso tempo a devorá-las e compreendê-las. A magia dos livros é que nos tocam a todos com ritmos e intensidades diferentes. 

E vocês, já leram Mario Vargas LLosas? O que acharam?

Travessuras da Menina Má
Mario Vargas Llosa
384 páginas
★★★★☆


Publicado por Patrícia Caneira

06.07.20

A minha terra tem gente com muitos anos,
Que nunca vergou com o tempo.
Mas a minha terra também tem gente que ainda agora nasceu,
E já fala de punho feito nas raízes que ali criou.
Da minha terra saem homens e mulheres que trabalham de sol a sol,
Que chegam ao fim do dia em busca de uma lareira que crepita devagar,
E anuncia na vizinhança que ali mora alguém.

A minha terra tem gente que com as mãos deu à luz,
Amassa o pão,
Sente a água fria do tanque,
E borda com cores vibrantes os tecidos brancos escolhidos a dedo.
A minha terra não é paragem de turistas,
Mas é morada de casa.
A minha terra é mais do que uma igreja,
Mais do que bancos de jardim.
Mais do que largos ocupados por pedras da calçada.
A minha terra é feita de gente.
Gente que lhe dá nome e história,
Que recebe todos os que passam de sorriso largo e voz alta.
Não fosse esta gente, verdadeiramente ribatejana.
A minha terra é feita de alma,
Que está presa dentro de toda esta gente.
Que se esconde no luto que veste,
Nas músicas que canta,
E nas flores que colhe dos quintais.
A minha terra é a mais bonita do mapa,
Mesmo que por vezes nem lá apareça.
E é no segredo escondido da charneca,
Que vive a minha gente,
Alimentada a alma e tradição.

Patrícia Caneira


Publicado por Patrícia Caneira

15.06.20

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O livro de maio, que consta da lista que escrevi aqui, só foi terminado em junho por força das circunstâncias, que acredito definirem sempre as leituras. Chegou à minha estante há alguns anos emprestado por uma amiga que achou que ia identificar alguém próximo com a personagem. Assim foi. J. D. Salinger não tem uma escrita difícil e a história de Holden é fácil de entender até porque quem é que não percebe de solidão, rebeldia e descontentamento?

 À Espera no Centeio é uma ode aos inconformistas, que conta através de Holden Caulfield os dias seguintes à sua expulsão do colégio cheio de "armantes" e cretinos onde os pais o tinham inscrito. Esta é uma história sobre um miúdo cheio de sarcasmo e vazio de companhia, que nos mostra ao longo dos capítulos que está só e que não vê o seu lugar no mundo em parte nenhuma. Fala-nos da inocência de ser jovem e da dureza da vida adulta.

Mas enfim, ponho-me a imaginar uma data de miuditos a brincar a um jogo qualquer num grande campo de centeio e tal. Milhares de miuditos, e ninguém por perto, ninguém crescido, quero eu dizer, a não ser eu. E eu fico ali na borda de um abismo lixado. E o que eu tenho de fazer é ficar à espera no centeio e apanhar todos os que desatarem a correr para o abismo (...). Era só isso que fazia o dia inteiro. Só estar ali à espera, a apanhar os miúdos no centeio e tal. Eu sei que é uma coisa maluca, mas é a única coisa que eu gostava de ser.

Publicado em pleno século XX, este foi um dos maiores sucessos de Salinger e diria que isto se justifica pela capacidade que tem em se adaptar aos tempos. Ler À Espera no Centeio hoje ou daqui a 50 anos comportará a mesma atualidade que tinha em 1951. Não é um livro com um final surpreendente nem com um enrendo incrível mas é um livro necessário a todas as prateleiras, não só porque nos ensina a criar empatia mas como também nos mostra, entre sarcasmos e frases súbtis, que o amor está nas saudades. 

 E vocês já leram À Espera no Centeio

À Espera no Centeio
J. D. Salinger
240 páginas
★★☆☆☆

 

 


Publicado por Patrícia Caneira

06.06.20

Esta minha rúbrica costuma falar de filmes, séries e livros. Mas hoje falo da vida real, aquela a que temos de assistir sem comprar bilhete ou fazer uma conta na Netflix.

Cada vez mais sinto que este ano veio para nos fazer questionar, refletir e principalmente para nos incomodarmos com a nossa própria existência. Somos uma sociedade doente. Os protestos dos últimos tempos não deviam ser necessários em 2020 mas são, mais do que nunca. E é por isso que tenho andado mais distante das redes sociais e da internet, tenho aproveitado para me informar, para ler nas entrelinhas, para procurar refletir sobre os erros que até hoje tenho cometido em prol da ignorância. 

Não chega ser contra a violência, a descriminação e a intolerância. É preciso mais do que nunca procurarmos formas efetivas de transformar o mundo. Eu sei que esta é uma visão romântica e irreal para muitos mas a história já nos mostrou mais do que uma vez a importância da luta, do protesto e dos motins. Não é altura de cruzar os braços e fugir ao assunto só porque não é nada connosco. Até porque é. É sobre o ser humano. Não basta posicionarmos-nos contra o racismo, é preciso falarmos com a nossa família e amigos sobre o assunto, é preciso ensinarmos quem não sabe como esta questão está enraizada, é preciso mudarmos as nossas atitudes, já transformadas em hábitos, que magoam, humilham e contribuem para a violência gratuita. É preciso reconhecer o privilégio que nos foi dado.

Eu não tenho a solução milagrosa para resolver o que está acontecer mas tenho ferramentas à minha disposição e tenho de usá-las. Eu não sei o que é estar na pele de quem sofre pela cor da pele. Mas sei que tenho o dever de estar ao lado para fazer ampliar a voz de quem durante séculos foi silenciado e ainda é. Se não nos manifestarmos na rua, vamos assinar petições. Se não podermos doar dinheiro vamos ler sobre o racismo (a Rita da Nova dá sugestões muito pertinentes neste post). Se não podermos ser ouvidos no parlamento ou pelos jornais, vamos mudar a nossa forma de agir (a Yolanda Tati deixou na sua página de Instagram, um vídeo com cinco dicas para ser um aliado contra o racismo e a página It's About Empathy dá-nos ferramentas utéis de apredizagem para caminharmos na direção certa). O primeiro passo é incomodarmos-nos com o que ao longo da vida temos dito e feito e que disfarçamos com o "é uma piada". As piadas não magoam, não humilham e não contribuem para a violência gratuita.

É hora de começar a mundança pelo homem e mulher que vemos no espelho. 

 


Publicado por Patrícia Caneira

27.05.20

Se há coisa que eu prezo muito é organização. Desde que me conheço que faço listas diárias com tarefas, calendários coloridos com prazos de entrega e datas importantes, tenho agendas de várias formas e feitios e os meus apontamentos são (modéstia à parte) um pináculo da criação, que geralmente me roubam mais tempo que o suposto.

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Como apaixonada que sou por todo esse universo, existem algumas pessoas pelo mundo das redes sociais que me inspiram e que são verdadeiramente motores para a minha produtividade. Sei que muitas pessoas têm dificuldade em estudar e adiantar trabalho e eu descobri estas contas precisamente quando passei por essa situação. Desde aí, sempre que me sinto menos motivada para trabalhar, perco 10 minutos a ver um vídeo e o trabalho começa a render.

A primeira conta que vos mostro é a da Mariana Vieira, que nos fala através de vídeos no Youtube não só de produtividade, dicas de estudo e planeamento mas também de organização de orçamentos mensais, rotinas e livros. Os vídeos da Mariana são falados em ingês mas mesmo para quem não é fluente na língua são bastante acessíveis e transmitem principalmente uma sensação de calma e controlo, ideal para quem muitas vezes sente que tudo nos foge das mãos. 

A segunda conta que vos trago é a Ways To Study que pertence a uma miúda de apenas 19 anos, que está no segundo ano do Bacharelato e que para além de dicas de estudo faz também vários Study Vlogs, isto é, mostra-se efetivamente a estudar, ter aulas online e tirar notas, o que pode ser a solução para quem nestes tempos de pandemia precisa de companhia. 

O gosto por este tipo de conteúdos não é algo que eu tenha em comum com ninguém que conheça mas sei que por aí, estes são tempos difíceis não só porque estamos a chegar ao fim do semestre e à época de exames mas também porque a pandemia veio alterar de forma significativa a nossa rotina e concentração.

E desse lado, já alguém decidiu experimentar este método? 


Publicado por Patrícia Caneira

20.05.20

Quando a primeira temporada chegou em 2017 fiquei completamente colcada ao ecrã. A história do suicídio de Hannah Baker tornou-se o assunto do momento e era raro conhecer alguém que não tivesse visto pelo menos um episódio. Na primeira temporada tudo gira em torno deste acontecimento e das razões que lhe deram lugar.

As imagens são brutais, não só no bom sentido mas porque são extremamente explícitas, ao ponto de me terem deixado enjoada durante longos dias. Sim, não é uma série para pequenos nem tão pouco para quem for mais sensível.

Já a segunda temporada foi uma desilusão, eu queria muito acompanhar a história mas sentia que ali estavam apenas a prolongar o que não devia ser prolongado. Mas lá terminei a esforço e na passada semana devorei a terceira temporada, essa sim, que me voltou a colar à TV. 

O que 13 Reasons Why tem é que fala de coisas que incomodam e que raramente têm lugar numa série dita juvenil. E 13 Reasons Why é muito útil por isso, não só para quem passa por dificuldades durante os terrivéis anos do secundário ou até mesmo da faculdade mas para todas as famílias que muitas vezes se sentem sem saída. 

O suícidio, a violação, o bullying, a depressão. E o amor, que pode curar ou levar a tudo isto. O que a série de Joseph Incaprera tem conseguido é explorar estes incómodos de uma forma muito direta, sem grandes segredos mas com o mistério e tensão necessários. Hoje saiu o trailer da nova e última temporada, que chega à Netflix a 5 de junho e se cumprir o que estas primeiras imagens prometem, tem tudo para acabar em grande. 

Tal como aquele grupo de miúdos gostava de saber muito mais antes de amigos perderem a vida, eu também gostava de ter visto estes episódios antes de ter crescido. Podiam ter sido catalisadores de coisas melhores, podiam ter salvo a vida de alguém que conheci pelo caminho. 

E vocês, acompanharam as últimas temporadas? 

13 Reasons Why
3 temporadas
Netflix
★★★★☆

 

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