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Ophélia

Livros. Filmes. Música. Poemas.

Ophélia

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Publicado por Patrícia Caneira

22.04.20

Esta semana cheguei à conclusão de que tenho mais livros do que tempo para ler. Como já aqui disse, comprometi-me a ler 12 livros este ano, um por mês. Mas não imaginava que a quantidade de trabalhos que o mestrado me está a oferecer, me permitisse ler apenas dissertações e artigos científicos. De qualquer forma (e para não me esquecer das coisas a que me proponho), deixo aqui quatro dos livros que quero ler ou reler este ano. Já estão todos na mesa de cabeceira, agora só me falta tempo para me fazer ao caminho.

  • A Mulher que Correu Atrás do Vento de João Tordo

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Nunca li João Tordo mas as críticas que fui encontrando pelo mundo dos blogs despertou-me a curiosidade. A Mulher que Correu Atrás do Vento conta a história de quatro mulheres em diferentes décadas e lugares do mundo, unidas pelo amor, os sonhos e as circunstâncias da vida. Confesso que não sou adepta de livros grandes e que estas 504 páginas me assustam um pouco, mas este livro já consta da lista desde o ano passado e agora que chegou na forma de presente de aniversário não podia deixar de o incluir.

 

  • À Espera no Centeio de J. D. Salinger 

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Este é um caso curioso, está na minha estante há mais de sete anos mas por alguma razão nunca o li. Sei que algures pelos meus 18 anos o comecei a ler mas não passei das cinco páginas. Em conversa com um amigo que pegou nele recentemente, lembrei-me que o tenho ali intacto e que ele merece uma tentativa da minha parte. A obra é narrada por Holden Caulfield, o anti-herói da história que através da descrição dos seus problemas e angústias se tornou numa figura importante do inconformismo. Publicado em 1951, este é um livro que me voltou a piscar o olho só por ter lido a primeira página. Acho até que será o escolhido para o próximo mês. 

 

  • Como Morrem as Democracias de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

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Em tempos de isolamento social, as melhores coisas deixam-se à porta e foi assim que na semana passada me chegou cá a casa o Como Morrem as Democracias. Quem me conhece sabe que sou fã assumida de ficção e que é raro o livro que me faz fugir do registo mas confesso que o que ouvi sobre este me despertou a atenção. Assumindo-se como um guia para resgatar as democracias de todo o mundo, a obra retrata a ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos da América ao mesmo tempo que relata a queda de outras democracias pelo mundo fora. Não sei se foi a cadeira de Ética e Deontologia do Jornalismo que me fez querer pegar nele mas sei que a vontade de saber o que ali vem tem sido constante, ao ponto de querer começar a lê-lo ao mesmo tempo que estou presa a Mario Vargas Llosa. E eu nunca li dois livros ao mesmo tempo.

 

  • Até ao Amanhecer de Michael Greenberg

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Este não é um livro recente, foi editado em 2009 e por esta altura já se encontra a preços bastante acessíveis pelo que se ficarem curiosos é uma bela altura para o adquirirem. Lembro-me do dia em que os meus pais o ofereceram, celebrava-se o Dia da Criança e eu já adolescente (que ainda recebia presentes) vibrava com a chegada de novas páginas cá a casa. Li-o todo mas, acho que culpa da idade ou das circunstâncias, não o entendi como ele pedia. E é por isso que Até ao Amanhecer é um livro que quero reler este ano. A obra conta a história de Michael Greenberg que se confronta com a doença bipolar da filha adolescente. É um relato apaixonante, duro e por vezes até desconfortável sobre o mundo da loucura, sobre as diversas doenças mentais e como doentes e familiares lidam com elas. Mais de uma década depois, continua a ser um livro atual e necessário, mais não seja para que cada um de nós possa comprender mais um bocadinho e quem sabe criar empatia para com as doenças invisíveis, aquelas que ninguém vê mas que matam. 

E vocês, já leram algum destes livros? O que acharam? Fiz boas escolhas? 

 

 

 

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