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Ophélia

Livros. Filmes. Música. Poemas.

Ophélia

Livros. Filmes. Música. Poemas.


Publicado por Patrícia Caneira

18.09.20

Hoje não vos trago um livro mas sim uma revista, afinal, o mais importante é ler. Como já disse algumas vezes por aqui sou formada em Jornalismo e por isso este universo tem um cantinho especial no meu coração. A primeira edição da DØT Magazine surgiu o ano passado e quando a Joana, que criou este projeto me convidou a fazer parte da segunda edição, a resposta só podia ser positiva. E assim foi.

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Mas não é só por fazer parte da equipa que vos quero falar da DØT. Falo dela porque esta é uma revista recente no panorama nacional, é jornalismo independente feito por uma equipa jovem que quer dar palco à música portuguesa.

A revista, que é vegan em toda a sua produção, impressa em papel 100% reciclado e biodegradável, reúne cinco entrevistas a artistas nacionais sobre música (óbvio) e sobre liberdade, o tema desta edição que se inspirou na música de Sérgio Godinho.

Na capa está Tomás Adrião, lá dentro Golden Slumbers, Fado Bicha, Zanibar Aliens e Lena D'Água. Toda a revista é escrita à mão pela Joana, que tem também o dom de todas as fotografias que lá encontram. 

Depois de sair da gaveta a 16 de setembro, a DØT Magazine está disponível em Lisboa, na Chasing Rabbits Record Store ou online em www.itsdotmagazine.com, pelo valor de €4,50 mais portes de envio. 

Esta é uma boa opção para quem gosta de ler, para quem gosta de música e para quem gosta de projetos inovadores, no fundo, para toda a gente. 

 
 
 


Publicado por Patrícia Caneira

19.04.20

Unorthodox é a nova série documental da Netflix. Mas Unorthodox é muito mais do que apenas isso, é uma estalada de realidade que nos deixa com um nó na garganta. Baseada na autobiografia de Deborah Feldman, esta minisérie conta a história de Esty (brilhantemente interpretada por Shira Haas), uma rapariga que foge de Nova Iorque, onde vive numa comunidade judaica ultra-conservadora.

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Numa altura em que achamos que a nossa liberdade está restringida, apenas porque não podemos estar todos juntos, chega ao pequeno ecrã uma história que nos entra como um murro e nos abre os olhos para o que é realmente uma liberdade restringida. Em prol da religião, estas comunidades criam os homens para rezar e as mulheres para serem boas esposas e boas mães, nada mais que isso. 

Não existe acesso à televisão nem à internet. Tudo o que estas pessoas sabem se baseia na cultura e tradição onde nasceram e cresceram. Não aspiram ser nada mais do que aquilo que lhes disseram que deviam ser. 

Não vos conto mais nada, porque Unorthodox por si própria traz todas as explicações e o que fica por perceber dá-nos vontade de pesquisar mais. Lembro apenas que esta não é uma série ficcional, não é o retrato de uma realidade do passado. Isto é a vida real que não está assim tão distante de nós.

Confesso que não é fácil não julgar, ainda para mais quando eu nasci mulher e me abriram portas para ser o que quisesse. Mas há que saber olhar para a diferença do outro e aprender com ela. Mais não seja para aprender a não reclamar tanto, a agradecer a liberdade que me foi oferecida e a continuar a lutar pela opressão que ainda resiste. 

Mais do que um bom serão, Unorthodox é uma aula de história necessária e se estes tempos servem para alguma coisa, então que seja para aprender. 

Unorthodox 
4 episódios
Netflix
★★★★★
 



Publicado por Patrícia Caneira

15.04.20

Somos todos menos gente, 
atrás de quatro paredes,
escondidos atrás de muros. 
Somos todos menos gente, 
quando nos tiram o toque, o som e o calor. 
Quando as ruas já não cheiram a café, 
o largo já não tem pegadas
e os jardins já não são de todos. 
Somos todos menos gente, 
quando nos tiram a liberdade.
Ainda mais em Abril, 
quando os sonhos têm cravos vermelhos, 
as ruas estão cheias de palavras
e as mãos não sabem estar sem ser dadas.
Somos todos menos gente,
quando a gente se recolhe.
Mas é quando somos menos,
que se levanta o melhor de todos.
Se este Abril não tiver liberdade,

que venha Maio, Junho e Julho.
Que venham as luzes acesas nas noites quentes,
o som dos copos que brindam alegres.
Que venha o riso dos grupos de amigos,
que juntos e à frente dos muros,
se tornam novamente gente.
Somos todos menos gente agora,

mas seremos mais e melhores no depois.

Patrícia Caneira


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